(meu) oposto.

25 abr

E aquela já devia ser a décima vez que perdíamos o sono naquela noite, e enquanto eu te contava sobre o meu passado com o rosto colado em seu peito, sem entender como eu podia me sentir tão a vontade se você ainda era mais estranho do que conhecido, como eu poderia gostar tanto de olhar pra você, de estar com você, te vendo, te conhecendo tão pouco. Mas foi nesse momento, quando tudo parecia tão certo ao ponto de eu nem sentir vontade de entender como, só aproveitar o momento, que eu comecei a entender tudo.

“Você acredita em alguma coisa?” Eu te disse, erguendo os olhos em sua direção e fazendo carinho em seu rosto. E você me olhou de volta, dentro dos meus olhos e respondeu: “Eu acredito em mim”. Eu que esperava um: “não acredito em nada”, ou “ah, acredito em Deus também” me peguei fascinada com sua resposta. Não que qualquer uma das duas outras respostas não pudessem me causar efeito inesperado, mas é que você pareceu tão confiante, pareceu não, você estava confiante, confiança que eu acho que jamais iria possuir. Eu acreditei que você acreditava em você, e eu também comecei a acreditar assim que ouvi você falando.

E depois de rolar mais um pouco, de mais um beijo e outros, trocando de assuntos como quem esta louco pra saber tudo sobre o outro, você me intriga novamente.

“Sou desapegado” você diz, mas não com voz de quem não ta nem ai pra nada, com voz de confiante, de alguém que acha que não deve se apegar, assim, sem maldade nenhuma, é seu jeitinho. “Eu não sou assim, eu sou mais apegada, você sabe, me viu chorar, já conhece meu ciúme” eu te digo enquanto brinco com seu cabelo, e confesso, que por alguns segundos quase me arrependo da confissão, com medo de ser diferente de você ao ponto de te fazer perder a vontade, mas você sorri pra mim, ri comigo de minhas crises, brinca com tudo, me abraça, me beija, me elogia. Como eu disse, você é desapegado, mas não aproveitador, não é da sua natureza se apegar, mas não quer dizer que não goste, não cuide…

Pegamos no sono novamente, mas eu estava pouco cansada, e logo acordei, dessa vez estava sozinha, e te olhava dormir, parecia um bebê e não soltava meu braço por nada, e eu não conseguia desviar meus olhos de você, nem por um segundo. Respirava seu cheiro e sorria de orelha a orelha, enquanto pensava e anotava em minha mente: “Eu gosto tanto, em tão pouco tempo, porque é tão oposto que me atrai, me cativa, me faz perder a cabeça. Eu quero entender, eu quero ser, eu quero viver ele, mesmo sem saber o que pode acontecer amanhã pela manhã. As conversas, o cheiro, o jeito, o carinho tá me fazendo bem, o oposto ta me completando”.

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2 Respostas to “(meu) oposto.”

  1. Vanessa abril 29, 2012 às 7:53 pm #

    Muito bonito seu texto, é apaixonante. Tem vezes que o que nós completa é justamente o oposto. *–*’

  2. Vanessa maio 5, 2012 às 6:30 pm #

    Em novo endereço: http://aquelahistoriana.blogspot.com.br
    Não deixe de visitar e dar sua opinião.
    Lembre-se você é muito importante.

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